Venda inclui a totalidade das patentes.
Nokia se concentrará agora em serviços e redes.
Nokia se concentrará agora em serviços e redes.

O CEO da Nokia, Stephen Elot (à esquerda),
cumprimenta o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, durante o anúncio da aquisição
da companhia. (Foto: Luke Macgregor / Reuters)
A operação ocorre dois anos depois que a empresa
decidiu usar o sistema operacional Windows Phone, da própria Microsoft, em seus
principais aparelhos em uma tentativa de recuperar o número de vendas, o que
não aconteceu. A Nokia já foi a principal fabricante de celulares e de
smartphones no mundo, mas perdeu espaço para concorrentes como Apple e Samsung,
que têm dispositivos muito mais modernos e que caíram no gosto do consumidor
rapidamente.
A tentativa de usar o sistema Windows Phone seria
para modernizar os aparelhos. Com a linha Lumia, que usa este sistema, a Nokia
e a Microsoft não alcançaram o número de vendas desejado.
A venda, "em dinheiro", incluirá a
totalidade das patentes no setor, que se concentrará agora em serviços e redes,
"o melhor caminho para se avançar, tanto para a Nokia como para seus
acionistas", segundo o presidente do grupo, Risto Siilasmaa.
A Nokia
também anunciou a saída imediata de seu diretor-executivo, Stephen Elop, que
será substituído interinamente por Risto Siilasmaa. Elop está sendo cotado como
um possível substituto ao atual presidente-executivo da Microsoft, Steve
Ballmer, que vai se aposentar e está tentando transformar a companhia em uma
empresa de aparelhos e serviços, como a Apple, antes de deixar o comando.
Queda da
companhia
Em três anos sob o comando de Elop, a Nokia viu sua participação de mercado encolher e o preço de sua ação recuar em meio à aposta dos investidores de que sua estratégia fracassaria.
Em 2011, depois de escrever um memorando que
afirmava que a Nokia estava ficando para trás e não tinha tecnologia para acompanhar
o mercado, Elop tomou uma decisão controversa de usar o sistema operacional da
Microsoft para smartphones, o Windows Phone, no lugar da própria plataforma
desenvolvida pela Nokia ou do sistema criado pelo Google, o Android, hoje líder
de mercado.
A Nokia, que teve uma participação de 40% do
mercado de celulares em 2007, agora tem 15%, com uma presença ainda menor em
smartphones, de 3%.
A venda do negócio de celulares da Nokia não é a
primeira reviravolta dramática da empresa em sua história de 148 anos. A
companhia já vendeu de botas de borracha a televisores.
Mas o anúncio da venda foi um duro golpe para o país natal da empresa, a Finlândia, mesmo entre os investidores menos sensíveis, que viam a venda da empresa como uma chance final para salvar valor do grupo. "Como finlandês, não posso gostar deste negócio. Ele encerra um capítulo da história da Nokia", disse Juha Varis, gerente de portfólio da Danske Capital. "Por outro lado, talvez tenha sido a última oportunidade de vendê-lo."
A venda da divisão de celulares da Nokia para a
Microsoft deve ser concluída no primeiro trimestre de 2014 e está sujeita à
aprovação por acionistas da Nokia e autoridades. Cerca de 32 mil funcionários
da Nokia esperam ser transferidos para a Microsoft, incluindo 4,7 mil que
trabalham na Finlândia.
Fonte: Portal G1 - Globo
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