sábado, 16 de novembro de 2013

Como criar indicadores inteligentes

3 passos para estabelecer metas mais adequadas e melhorar os processos da sua empresa

Em nosso cotidiano organizacional, demonstramos que colocar a sustentabilidade em prática nas áreas-chave do negócio pode torná-lo melhor e mais lucrativo, por meio da geração de novas receitas, da consolidação de uma cultura de desperdício zero, da motivação dos funcionários para um desempenho superior e também pela conquista da preferência de investidores e financiadores.
Colocar a sustentabilidade em prática não começa pela elaboração de grandes planos, mas por algo bem mais simples e necessário: implantar indicadores inteligentes, que gerem possibilidades de melhorias reais nos processos, tendo em vista as necessidades dos clientes, funcionários, comunidade ou o meio ambiente.
Você já se deparou com indicadores bem-intencionados, mas que geram decisões inúteis ou até mesmo contrárias aos objetivos esperados? Infelizmente, isso acontece o tempo todo.
  • Queremos aumentar a leitura nas escolas públicas? Vamos aumentar o acervo de livros nas bibliotecas em 20%.
  • A questão é a aprendizagem contínua dos funcionários? Então vamos medir as horas de treinamento. 
  • A busca é por ecoeficiência? 10% de redução no consumo de água em todas as unidades de negócio. 
  • As pessoas pedem por respeito ao consumidor? A lei determina que os SACs atendam as ligações em menos de um minuto.



Em todos esses exemplos, são feitos investimentos de tempo, dinheiro e foco, e os indicadores podem ser alcançados. Apesar disso, os resultados esperados não são atingidos. Os 20% adicionais de livros não atraem mais pessoas para a biblioteca, as horas de treinamento não são parâmetro para a sua qualidade, 10% de economia de água costuma ser muito em algumas unidades de negócio e pouco em outras. Se pensarmos no atendimento do SAC em um minuto, a questão fica ainda mais evidente. Quem já não teve que falar com três ou quatro atendentes sem ter a questão resolvida ou precisou ligar várias vezes e ainda teve a ligação bruscamente interrompida? Indicadores burros geram decisões equivocadas, com sistemas de incentivos que não beneficiam as reais necessidades dos clientes finais daquele processo.
Para chegar a indicadores inteligentes, é preciso:
1. Entender a necessidade do cliente, funcionário, comunidade ou meio ambiente
Esse é o ponto de partida. Quando falamos do cliente de serviços, por exemplo, a necessidade é ter seu problema resolvido no primeiro ponto de contato, de forma definitiva, no menor tempo possível. Para chegar à necessidade, é preciso perguntar de forma honesta e estar pronto para ouvir.
2. Identificar demandas por falha e demandas de valor
Para isso, é fundamental sair do escritório e observar as interações nos pontos de contato. Qual é o percentual de reclamações de clientes, erros de logística, problemas de qualidade ou retrabalho dos funcionários em relação ao total de tempo? Tudo isso são demandas por falha, em outras palavras, desperdícios. Demandas por falha chegam a gastar 50% do tempo e recursos de uma equipe.
3. Definir os novos processos e indicadores, sem estabelecer metas arbitrárias
Para eliminar as demandas por falha, é necessário olhar para o sistema como um todo. Afinal, a reclamação do cliente no SAC surgiu por algum erro em outro processo anterior, que precisa ser ajustado. Para definir os novos processos, é imprescindível a participação das pessoas que atuam neles. São elas que conhecem os problemas, que identificam soluções simples para resolvê-los e que serão responsáveis pelo sucesso dos novos processos.
Quando focamos na simples redução de custos, acabamos muitas vezes aumentando os custos no longo prazo. Quando, no lugar disto, focamos em gerar mais valor para o cliente final do processo, acabamos diminuindo os custos. Esta é uma verdade contraintuitiva, mas a analogia com processos não empresariais pode ajudar a compreendê-la. Quantas pessoas você já viu fazer uma dieta milagrosa, perder 5 kg em um mês para depois ganhar 8 kg ao longo dos 3 meses seguintes? A meta foi atingida, mas não de forma sustentável. Alternativamente, o foco deveria ter sido nos hábitos de alimentação, exercício e repouso, levando em conta as características de quem está fazendo a dieta. Foco na geração de valor para o cliente final é igual a diminuição de custos.
Transportando para a realidade empresarial, é preciso estar atento a dois pontos:
a) Autonomia na ponta gera redução de custos. Essa é outra verdade contraintuitiva. Infelizmente há insistência em achar que a redução da autonomia e implantação de mais processos de controle são sempre a resposta certa. Não são.
b) Metas arbitrárias a priori geram resultados menores do que o potencial de melhoria do sistema. Voltando ao exemplo da água, se fossem identificadas demandas por falha e por valor do sistema, é provável que houvesse oportunidade de reduzir em até 10 vezes o consumo de água no sistema. Infelizmente, esta abordagem analítica também é mais exceção do que regra.
Seguir estes passos gera algumas consequências negativas. A sua empresa poderá, por exemplo, ter menos horas de treinamento para os funcionários e ser prejudicada na avaliação do Guia das Melhores Empresas para Trabalhar. Entretanto, ela estará atendendo à necessidade real dos funcionários de aprendizagem contínua e, com isso, gerando mais satisfação, menos turnover e melhores resultados concretos para a própria empresa. Talvez seja isso que faça uma empresa ser um excelente lugar para se trabalhar.

Portanto, para melhorar a sua empresa no curto e no longo prazo, vale focar na geração de valor para o cliente final e definir indicadores inteligentes, que incentivam as decisões e os resultados desejados.
Fonte: Portal Endeavor

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Clima bom é mais importante que salário alto, diz pesquisa

Estudo realizado junto a 230 empresas brasileiras mostra que, em 42% delas, principal ferramenta usada para reter talentos é ter um ambiente de trabalho agradável.

Funcionários felizes: ainda que não usem a estratégia, criar um bom clima corporativo é apontado por 69% das companhias como a medida de retenção mais efetiva
Nada de salários lá em cima e gordos bônus no fim do ano. Para as empresas, o que mais atrai e retém talentos, é ter um ambiente de trabalho agradável. É o que indica nova pesquisa do site de empregos Curriculum. 
O estudo levou em conta opiniões colhidas em 230 companhias brasileiras. Na maioria delas (42%), o principal investimento para convencer os funcionários a ficarem é oferecer um bom clima corporativo.
Em segundo lugar, aparece a participação nos lucros (29%). Os benefícios especiais como academia, berçário/creche, curso de idiomas e restaurante na empresa vêm em seguida, com 28%. A possibilidade de desenvolvimento constante foi considerada importante por 26%, e os horários flexíveis e os bônus por 25% e 24%, respectivamente. 
Na outra ponta, as práticas menos adotadas pelas empresas foram possibilitar transferência para outro país (2%), viagens internacionais (2,5%), oferecer 14º salário (4,5%) e carro (6%). 
Em relação a quais medidas as empresas consideram mais efetivas, independente de as adotarem ou não, a maioria também considera que ter um clima agradável está em primeiro lugar (69%).
Em seguida, empatados com 62%, aparecem à possibilidade de desenvolvimento constante e plano de carreira estruturado. Logo depois vem a remuneração acima da média do mercado (60%), participação nos lucros (56%), benefícios especiais (48%), horários flexíveis (43,5%) e oferecimento de cursos de pós-graduação e especialização (39%). 
A oportunidade de transferência para outro país e carro cedido pela corporação (ambos com 5,7%) e viagens internacionais (10%), foram às opções menos citadas.
Funciona?
O curioso, porém, é que quando questionados se os benefícios oferecidos pelas organizações basileiras têm realmente retido talentos, a maioria dos entrevistados (51%) disse que não. Os outros 49% acreditam que os investimentos têm sido eficientes. 
Benefícios especiais
Dentro do recorte de benefícios especiais, os mais oferecidos pelas empresas são restaurante interno e plano de saúde avançado, ambos com 51%. Em seguida vem o estacionamento, com 44%. O subsídio para cursos de pós-gradução, MBA e cursos de especialização aparecem com 38%. 

Palavras Chaves: ConsultoriasEmpresasPesquisasTalentos


Fonte: Portal Exame

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O que é o Diagrama de Ishikawa?

Acadêmicos da FAQUI, se trata de uma excelente ferramenta da Administração.


O Diagrama de Ishikawa foi proposto pelo japonês Kaoru Ishikawa, que foi um engenheiro de controle de qualidade, teórico da administração das companhias japonesas, que viveu entre os anos de 1915 e 1989.

ishikawa-exemplo
Muitas das ferramentas que existem na indústria são utilizadas para aprimorar e manter a qualidade dos produtos, com o método chamado de Diagrama de Ishikawa não é diferente. A técnica também é conhecida pelos nomes Diagrama de Causa e EfeitoDiagrama Espinha de Peixe ou Diagrama 6M.
Essa é uma ferramenta gráfica que o setor de administração faz uso para que possa gerenciar e fazer o Controle da Qualidade (CQ) em diferentes processos. Como um dos seus nomes diz, o seu principal objetivo é o de identificar quais são as causas para um efeito ou problema.
O que e o Diagrama de Ishikawa
Para tanto, existe a divisão 6 M´s, que enumera onde os problemas de um processo podem estar:
Mão de obra: quando um colaborador realiza um procedimento inadequado, faz o seu trabalho com pressa, é imprudente, etc.
Material: quando o material não está em conformidade com as exigências para a realização do trabalho.
Meio ambiente: quando o problema está relacionado ao meio externo, como poluição, calor, poeira, etc., ou mesmo, ao ambiente interno, como falta de espaço, dimensionamento inadequado dos equipamentos, etc.
Método: quando o efeito indesejado é consequência da metodologia de trabalho escolhido.
Máquina: quando o defeito está na máquina usado no processo.
Medida: quando o efeito é causado por uma medida tomada anteriormente para modificar processo.
A partir de então, é preciso que os envolvidos comecem a avaliar quais as causas do problema, levando em consideração os 6 M’s. Para tanto, se usa o desenho de uma espinha de peixe, onde o problema deve ser escrito dentro da cabeça do peixe e suas causas ao longo da espinha.
É preciso identificar e separar as possíveis causas como principais, secundárias, terciárias, etc. A equipe que participa do método Diagrama de Ishikawa deve ser estimulada a pensar: “O quê?”, “Por quê?”, “E o que mais?”.
Depois de serem analisadas as causas do efeito indesejado, é necessário buscar soluções, uma por uma, destinando sempre uma pessoa que fique responsável pela solução do problema identificado. Quando o problema for resolvido, a equipe de reúne novamente e cada pessoa deve explicar que atitudes foram tomadas para a resolução do efeito.

Sustentabilidade: O que a sua empresa perde sem ela?

Além da possibilidade de torná-la melhor e mais lucrativa, há 4 razões principais para colocar a sustentabilidade em prática em áreas-chave da sua empresa. Conheça.
Já reparou como é comum encontrar a aba "sustentabilidade" nos sites das empresas? E que todas as grandes publicações de negócios, como Época Negócios, Exame e Fast Company, falam do tema com frequência, muitas vezes dedicando edições inteiras ao assunto?
Os exemplos ainda não são abundantes, mas a motivação para colocar a sustentabilidade em prática em áreas-chave do negócio está muito clara: torná-lo melhor e mais lucrativo.
Conheça 4 razões que chamam a atenção de CEOs e CFOs.










1. Consolidar a cultura de desperdício zero
Esta é sempre uma excelente porta de entrada. Quando falamos de desperdícios, não estamos falando apenas de resíduos, mas também de problemas de qualidade, entregas erradas para clientes e relatórios que precisam ser refeitos. Todas estas atividades são prejudiciais ao resultado, pois geram custos desnecessários, clientes insatisfeitos, funcionários impacientes e impactos ambientais negativos.
Em 1995, a empresa de carpetes InterfaceFlor colocou o desperdício zero no centro do seu planejamento. De lá para cá, inovou em processos e design, reduziu em 94% os seus resíduos, economizou US$ 400 milhões e dobrou seu lucro.
2. Gerar novas fontes de receita
É claro que sustentabilidade não é o único caminho para inovar e gerar novos negócios. Agora, se considerarmos que vários dos grandes problemas que vivemos hoje estão relacionados com sustentabilidade – indisponibilidade de energia, desastres climáticos, má distribuição de alimentos, centros urbanos superpopulosos, pobreza – perceberemos o tamanho da oportunidade de negócios.
Pensando nisso, empresas tradicionais vêm criando linhas inteiras de novos negócios. A CEMEX, uma das gigantes de cimento mundial, lançou um produto para aumentar o isolamento térmico das construções e diminuir o consumo de energia em 20%; inovou no modelo de negócios e criou uma consultoria em construção sustentável; e expandiu seu programa de construções populares, que conta com um modelo de apoio técnico e crédito solidário que teve 43 mil famílias como clientes no ano passado.
Se a oportunidade é grande para empresas consolidadas, ela é maior ainda para novas empresas, mais dispostas a romper com as tecnologias existentes e oferecer soluções radicalmente melhores. No setor brasileiro de construção, há o exemplo da TecVerde, do empreendedor Caio Bonatto. O cliente escolhe sua casa pela internet, recebe ela pronta em 3 meses e gasta 50% menos na conta de energia, pagando o equivalente a  uma casa convencional. Para a TecVerde, isso só é possível por conta da sustentabilidade: são 85% menos resíduos, ou seja, menos desperdício de material na construção.
3. Motivar funcionários a um desempenho superior
Em um discurso recente, o CFO da UPS, Kurt Kuehn, contou que a empresa de logística formou uma equipe para inventar uma opção de transporte neutra em emissões de carbono. O time queria ser o primeiro a lançar tal solução no mercado e superou uma série de barreiras institucionais típicas de empresas grandes. Como resultado, o produto saiu em 9 meses, menos da metade do ciclo normal, que dura de 18 a 24 meses. “As pessoas se empolgam com essas coisas e se envolvem pessoalmente para fazer acontecer”, diz Kuehn. Essa é uma das razões pelas quais ele hoje dá muita atenção à sustentabilidade.
4. Conquistar a preferência dos investidores e financiadores
O movimento por investimentos responsáveis não é novo. Desde 2002, bancos incluem questões socioambientais em suas análises de risco, em especial em grandes financiamentos e em setores chave como mineração, óleo e criação de gado. Fundos previdenciários, que precisam garantir a segurança de seus investimentos por décadas, seguiram o mesmo caminho.
Um pouco mais recentes são os investimentos socioambientais movidos pela oportunidade de ganhar dinheiro. Entre 2007 e 2012, US$ 3,6 trilhões foram investidos pela iniciativa privada, de acordo com a Ethical Markets. Um exemplo é a KPCB, uma das maiores empresas de venture capital do Vale do Silício, muito conhecida por seus investimentos na Google e na Amazon. Em 2008, a empresa criou um fundo de US$ 1 bilhão para investir em tecnologias verdes, uma de suas quatro prioridades atuais.
Os números e exemplos acima falam por si e mostram que sustentabilidade é um tema cada vez mais comum entre executivos e empreendedores. A partir de agora, essa coluna mensal vai trazer casos práticos e apresentar ferramentas de implementação que podem auxiliar o seu negócio a se tornar melhor e mais lucrativo. Acompanhe!

Fonte: Endeavor Brasil

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

5 passos para acertar nas finanças da sua empresa

Rodrigo Zeidan, especialista em finanças e professor da Fundação Dom Cabral
 Para Alinhar as Contas da sua PEQUENA EMPRESA
1. Elimine os maus hábitos
Você sabe quanto a sua empresa gera realmente de valor? Para Zeidan, não saber calcular o verdadeiro lucro econômico do empreendimento é um dos principais maus hábitos financeiros de empreendedores. Outro erro seria focar somente em ter uma alta margem operacional e não focar na estratégia de crescimento, por exemplo.
2. Descubra onde sua empresa perde dinheiro
A baixa produtividade dos funcionários pode ser um sinal de que seu negócio está perdendo dinheiro. Além disso, a gestão de estoque é essencial para evitar que um estoque parado acabe resultando em prejuízos. 
3. Aprenda a cortar custos
Todo pequeno empresário sabe a dificuldade que é cortar gastos. Entretanto, para que isso não afete diretamente o desempenho da empresa é preciso analisar bem. Neste vídeo para empreendedores, Galhardo explica melhor o assunto. 
4. Calcule o seu capital de giro
O planejamento é essencial para quem deseja saber se vai sobrar ou faltar capital para a empresa. Neste vídeo, Galhardo explica a importância de saber calcular a necessidade de capital de giro.
5. Aumente o lucro do seu negócio
O desejo de todo empresário é que o lucro da sua empresa aumente. Avaliar gastos, rever receitas e planejar bem são algumas dicas para não perder o controle do seu negócio.