sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Quer ser um profissional mais produtivo?

Selecionamos 8 mudanças de hábito que vão permitir mais produtividade em sua rotina

Se você reconhecer o valor de fazer listas para suas tarefas, você poderá ter grandes retornos – na produtividade, melhoria nos relacionamentos e, no seu bem-estar pessoal – adicionar esses itens à sua lista do que não fazer.
Por isso, concentre suas energias em não repetir esses hábitos diariamente.

#1. Conferir seu telefone enquanto estiver conversando com alguém

Você já fez isso. Todo mundo já fez. Todo mundo já tentou disfarçar enquanto conversa com alguém e, quando menos percebeu estava respondendo um SMS.
Muitas vezes, nem ao menos pedimos licença para olhar o telefone. Outras, nem nos desculpamos depois que respondemos a mensagem.
Quer se destacar com outras pessoas? Quer ser uma pessoa de que todos gostam, porque você as faz se sentir como se fossem as pessoas mais importantes do mundo, enquanto estão conversando?
Pare de ficar olhando e mexendo no seu telefone. Você não percebe que não está prestando atenção. Mas as outras pessoas percebem.

#2. Multitarefas durante uma reunião

A maneira mais fácil de ser a pessoa mais inteligente na sala de reuniões é ser a pessoa que dá mais atenção na sala.
Você vai se surpreender com o que podemos aprender, tanto sobre a reunião e sobre as pessoas, se você parar de fazer multitarefas e começar a prestar atenção no que está acontecendo.
Você detectar oportunidades para construir pontes, e vai encontrar maneiras de tornar-se indispensável para as pessoas que importam.
Dê atenção às pessoas e não ao seu celular.
Dê atenção às pessoas e não ao seu celular.

#3. Pare de pensar nas pessoas que não fazem diferença em sua vida

Confie. As pessoas do planeta X estão muito bem sem você.
Mas sua família, seus amigos, seus funcionários – todas as pessoas que realmente deveriam importar para você – não estão. Por isso, doe todo seu tempo a eles.
Eles são os únicos que merecem.

#4. Usar várias notificações

Você não precisa saber o instante que recebeu um e-mail. Ou um SMS, ou um tweet.
Se algo é importante o suficiente para que você faça, é suficientemente importante para que você o faça sem interrupções.
Concentre-se totalmente no que você está fazendo. O resto pode esperar e, você, e o que realmente importa pra você, não podem.

#5. Deixar o passado ditar o futuro

Os erros são valiosos. Aprenda com eles. Em seguida, deixe-os partir.
É mais fácil falar do que fazer? Tudo depende da sua perspectiva. Quando algo dá errado, transforme-o em uma oportunidade de aprender algo novo que você não sabia – especialmente sobre si mesmo.
O passado é apenas treinamento e deve apenas nos informar, mas nunca definir nossas ações pro futuro.

#6. Esperar ter certeza sobre o sucesso

Você nunca pode ter certeza que vai ter sucesso em algo novo, mas você sempre pode sentir se está empenhado em dar o seu melhor para que algo dê certo.
E você sempre tem que ter certeza de que vai tentar novamente se falhar.
Pare de esperar. Você tem muito menos a perder do que pensa, e tudo a ganhar.
Você não pode ter certeza sobre o sucesso. Apenas certeza de que vai continuar mesmo se falhar.
Você não pode ter certeza sobre o sucesso. Apenas certeza de que vai continuar mesmo se falhar.

#7. Falar por trás das pessoas

A fofoca é uma destruidora. Se você já falou sobre as pessoas nas costas delas, você está espalhando discórdia. Tudo é muito mais fácil se você chega para essa pessoa e conversa com ela sobre sua conduta.
Gaste seu tempo com conversas produtivas. Você terá muito mais respeito das pessoas.

#8. Dizer sim quando você quer dizer não

Recusar pedidos de colegas de trabalho, clientes e até mesmo amigos é algo completamente difícil. Mas dizer não, raramente pega tão mal quanto você imagina.
A maioria das pessoas vai entender, e se não fizer isso, você deve realmente se importar com o que eles pensam?
Quando você diz não, você pode até se sentir mal por alguns momentos. Quando você diz sim a algo que realmente não quer fazer, você pode se sentir mal por muito tempo.
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Este artigo foi adaptado do original, “Eliminate These 8 Things From Your Daily Routine”, da Business Insider.
Fonte: Portal Jornal do Empreendedor

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Patentear é Preciso

Conheça o processo para entender o que é, quanto dura e quais os passos para registrar sua patente no Brasil.
Se no final do século XIX a The Coca-Cola Company tivesse decidido patentear a fórmula do xarope desenvolvido por John Stith Pemberton, que veio a se tornar o mais consumido refreshing beverage de todos os tempos, a fórmula teria caído em domínio público vinte anos depois, e todos os concorrentes passariam a poder fazer livre uso dela. Diante desse dilema, a Coca-Cola decidiu guardar sua fórmula em sigilo, o que posteriormente se demonstrou ter sido a escolha mais acertada. Mas é essa a melhor opção para inventores e empresários nos dias de hoje? Certamente não, exceto em casos muito excepcionais. Cito aqui três motivos básicos para isso. Primeiro, pouquíssimas são as invenções que ultrapassam as barreiras do tempo, como foi o caso da Coca-Cola, especialmente em uma época na qual as tecnologias se desenvolvem dia a dia e se tornam obsoletas cada vez mais cedo. Segundo, nem tudo é possível de ser mantido em segredo, se considerarmos as técnicas de engenharia reversa cada vez mais sofisticadas. E, terceiro, porque nem todos conseguem manter de forma eficiente um segredo industrial.
Patente é uma concessão conferida pelo Estado ao particular para explorar com exclusividade sua criação por um prazo determinado (15 ou 20 anos, dependendo do tipo da patente). Em contrapartida, o titular da patente tem a obrigação de explorar o seu objeto de forma efetiva, de maneira a satisfazer as necessidades da sociedade. Se assim não ocorrer, poderá ver-se na situação de ter que licenciar a patente compulsoriamente a terceiros, ou mesmo ter o seu direito extinto. No Brasil, o órgão responsável pela concessão de patentes é o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).






















Mas, o que pode ser patenteado?
Existem dois tipos de patentes: o modelo industrial e a patente de invenção. O primeiro abrange qualquer objeto de uso prático, ou parte deste, que proporcione uma melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação, enquanto o segundo abrange todo sistema, processo de fabricação ou produto novo e original, que apresente um diferencial em relação àqueles já existentes. Para merecer proteção patentária, o modelo ou invenção deve preencher três requisitos essenciais:  a)novidade; b)atividade (ou ato) inventiva; e c)aplicação industrial. A novidade tem que ser absoluta, isto é, no momento em que o pedido de patente for apresentado ao INPI, o seu objeto não pode já ter sido revelado ao público sob qualquer forma e em qualquer lugar do mundo. Excetua-se dessa regra a divulgação ocorrida nos doze meses anteriores à data do depósito, se efetuada pelo próprio inventor, pelo INPI através de publicação oficial de pedido de patente depositado sem o consentimento do inventor ou por terceiros com base em informações obtidas direta ou indiretamente do inventor ou em decorrência de atos por este realizados (“período de graça”).
Como proceder?
O processo para obtenção de uma patente começa com a redação de um relatório descritivo, no qual é apresentada uma breve descrição daquilo que já existe no chamado “estado da técnica” e no que constitui a inovação abrangida pela patente. O relatório será acompanhado das reivindicações pretendidas, de um resumo do invento e de desenhos, se for o caso. Esses documentos devem estar de acordo com uma série de padrões estabelecidos pelo INPI, razão pela qual, não sendo o inventor pessoa versada no assunto, é recomendável que procure a assessoria de um técnico especializado. Uma vez concluídos os documentos, o pedido de privilégio deve ser apresentado ao INPI, que lhe conferirá um número. Pela lei brasileira, o pedido será mantido em sigilo pelo prazo de 18 meses até ser publicado, podendo a publicação ser antecipada a pedido do requerente. A partir da publicação, o requerente tem um prazo de até 36 meses para solicitar ao INPI que inicie o exame técnico. A partir da publicação e até a conclusão do exame, qualquer interessado poderá apresentar subsídios técnicos, no sentido de indicar que a patente pretendida, ou parte dela, não satisfazem os requisitos legais necessários. Concluído o exame, será publicado o deferimento ou indeferimento do pedido. No primeiro caso, o requerente deverá pagar a taxa para expedição da carta-patente dentro de 60 dias. Se indeferido, poderá recorrer no mesmo prazo. Uma vez concedida a patente, esta ainda poderá ser contestada administrativamente no prazo de180 dias.
Quanto dura uma patente?
A patente de modelo de utilidade tem prazo de validade de 15 anos e a de invenção de 20, sempre   contados da data de depósito do pedido. A lei assegura ao titular um prazo mínimo de 7 anos para a patente de modelo de utilidade e de 10 anos para a de invenção, a partir da concessão. Após o terceiro ano da data do depósito do pedido no INPI, o titular deverá pagar uma taxa anual até o final do prazo de validade.
É importante que as empresas desenvolvam uma política interna no sentido de verificar, de forma constante, os seus processos de desenvolvimento tecnológico e avaliar a forma mais adequada de proteção dos mesmos. A patente, sem dúvida e na maior parte dos casos, apresenta-se como uma ferramenta eficiente para a proteção das criações industriais, na medida em que confere ao seu titular um direito de propriedade que lhe possibilita tomar medidas eficazes para impedir a exploração não autorizada por terceiros, garantindo, dessa forma, o retorno financeiro do investimento realizado.
Parafraseando Fernando Pessoa, permito-me concluir dizendo que “patentear é preciso”.


Fonte: Portal Endeavor – Escrito por Fernando Jucá é advogado, especialista em registro, licenciamento, patentes e direitos autorais. É sócio do Mesquita Ribeiro, Tavares e Jucá Advogados.

Os dois lados do intraempreendedorismo

A paixão das pessoas pelo que estão fazendo é o que abastece o espírito empreendedor em cada um. Mas a responsabilidade por acender essa chama na empresa é tanto do funcionário quanto da organização.


Adoro conhecer e entender a vida de empreendedores. Quando reconheço um, fico até chato de tanto perguntar sobre sua história. A maioria adora – bom para mim!  Acho que sempre existe muito o que aprender com aqueles que conseguiram empreender em suas vidas.
Obviamente existem alguns pontos em comum na história dessas pessoas. Um deles, que identifico na grande maioria, é o quanto foram (e são) realmente apaixonadas por algo – uma ideia, uma tarefa, um sonho – e o quanto todas as dificuldades encontradas não foram desculpas para que suas buscas deixassem de ser realizadas.
Aliás, normalmente foram muitas as dificuldades e, consequentemente, os sacrifícios. E, quando normalmente pergunto “valeu a pena?”, elas são bem certeiras: dizem que fariam tudo de novo.
Está justamente aí uma parte muito importante do que significa empreender. Quando passamos a considerar a possibilidade de empreender dentro de uma empresa, não podemos desconsiderar como esta paixão se impõe, dentro de duas perspectivas distintas, porém complementares.
A primeira é a perspectiva do indivíduo que de alguma forma escolheu estar em uma determinada organização. De que forma ele teria feito tal escolha?
Nosso modelo de educação (tanto formal quanto informal), como muitos comentam, é transacional, focado em transferência de conhecimentos, regras, padrões que deram certo ou no passado, o que não necessariamente nos ajuda a saber escolher. Escolher significa legitimar uma busca pessoal, com todos os benefícios, consequências e responsabilidades que ela traz consigo.
É impressionante como, no ambiente das organizações, encontro pessoas infelizes. E, na maioria das vezes, na perspectiva das pessoas a responsabilidade por esta infelicidade é sempre das empresas – pelo salário incompatível, pela falta de espaço para crescimento, pelo não envolvimento com os indivíduos, para ficarmos nos aspectos mais recorrentes. Esquecem que no final das contas escolhemos estar onde estamos e podemos escolher como lidar com situações que muitas vezes não são as que queremos. Dentro das empresas, o empreendedorismo nas pessoas (representado por suas buscas e suas paixões) só surgirá se elas escolherem estar ali, naquele trabalho, independentemente das dificuldades, da falta de recursos e dos problemas que possam enfrentar.
A segunda perspectiva é a da organização, ou daqueles que a representam em alguma circunstância.  Será que nós, como líderes e gestores, sabemos contratar pessoas apaixonadas? Vejo que o padrão de captação de profissionais ainda está muito focado em competências concretas, técnicas, acadêmicas. Não que não sejam importantes, mas poucas organizações de fato buscam compreendê-los a partir de suas vivências diversas, de suas experiências, de suas buscas – enfim, de suas paixões. Aliás, acho que nem estamos muito preparados para isso. E mais: será que nos comprometemos a alinhar os papéis dos profissionais que já estão conosco àquilo que eles realmente se dedicaram a realizar vigorosamente para o benefício da organização?
Visitei recentemente uma grande empresa que tinha o desafio de estimular o intraempreendedorismo.  Conversando com as pessoas, ficou claro que o que procuravam não eram suas paixões, mas títulos, melhores salários (apenas pelos salários, sem que estivessem relacionados a realizações que os justificassem). Seus executivos tornaram-se vítimas de si mesmos. Não faziam o que queriam, mas não se davam a oportunidade de mudar. Como o empreendedorismo pode se manifestar nesse ambiente.
É certo que existem outros pontos para que o empreendedorismo seja uma realidade dentro das organizações: outras atitudes, processos e tarefas que o suportem, recursos adequados (apesar de achar que, às vezes, a falta de recursos pode até ajudar). Mas nada disso pode ser discutido sem a condição básica de existirem pessoas dedicando às organizações o potencial ilimitado de suas almas – um ganho surpreendentemente significativo se contraposto ao hábito vigente de nos satisfazermos com a mera presença de corpos que já se acostumaram a apenas estar lá.
Algumas dicas práticas para ter pessoas apaixonadas dentro da organização:
1.    Procure entender em um aspecto mais amplo quem são as pessoas que estão do seu lado, transcenda dos aspectos técnicos: Qual a história de vida dessas pessoas? Tente identificar quais foram as escolhas que elas fizeram, que riscos tomou para realizar suas escolhas. Por exemplo : algumas pessoas passam por restrições financeiras para conseguir concluir a graduação que queria, ou usou formas criativas em um trabalho onde precisou enfrentar bastante resistência e mesmo assim não desistiu;
2.    Tente entender que temas são aqueles que brilham os olhos das pessoas- Para isso não tente enquadrar qualquer conversa, deixe-as fluírem e tente observar quais são os pontos que as entusiasmam;
3.    Tenha sempre momentos onde se possa entrar na informalidade – a informalidade permite acessar o que existe de mais genuíno nas pessoas e gerar ambiente de confiança;
4.    Estimule encontros periódicos para falar com as pessoas sobre como elas se vêem na organização, se realmente existe alinhamento entre as expectativas dos dois lados;
5.    Caso não haja alinhamento, se esforce para tratar a situação com maturidade. Isso significa que caso alguém não se veja na organização ela não precisa sair ou ser demitida imediatamente. Um saída planejada pode garantir uma transição sem rupturas para os dois lados e a continuação da relação, já que no futuro esse profissional poderá ter o que contribuir para sua organização como um fornecedor, um cliente ou até novamente como um profissional da empresa.

Fonte: Portal Endeavor